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Autores de Tondela

Arte
Pedro de Figueiredo
Autor: Pedro de Figueiredo, pintor

Biografia: Pedro de Figueiredo Ferreira, filho de José de Figueiredo Ferreira, nasceu em Tondela, na freguesia de Santa Maria, em 19 de Abril de 1880. Pertencia a uma antiga família da terra que se liga ao filólogo Cândido de Figueiredo. Cursou o Instituto Industrial e Comercial do Porto e a Academia Portuense de Belas Artes, estudou no Grand Chaumiére de Paris e completou a sua educação artística visitando os monumentos e os museus das principais cidades europeias. Fez parte de várias direcções da extinta Sociedade de Belas Artes do Porto. Foi professor das escolas Infante D. Henrique e Faria Guimarães (actual escola de Artes Decorativas Soares dos Reis) até 1950, ano em que se jubilou, e dirigiu a escola de desenho de Gondomar. Foi um dos grandes impulsionadores da Biblioteca-Museu Tomaz Ribeiro, tendo sido o principal responsável pela recolha da colecção de obra de arte da mesma. Foi casado com D. Rosa da Conceição Ferreira. Faleceu a 19 de Agosto de 1972, no Porto, onde residia há muitos anos.


Obras: “Porto”, paisagem (óleo); “Caminho de Paranhos”, Porto, 1944 (óleo); ”Trabalhos rurais” (painéis de azulejos decorativos do átrio da Câmara Municipal de Tondela); painéis de azulejo da escola primária nº1 de Tondela. “Tipos femininos de Lamego, Tondela e Aveiro, Beira Litoral; Porto e Amarante” (lápis-grafite); “Cabeça feminina”, 1944 (lápis grafite); “Cabeça feminina” (carvão). O monumento “Adeus ao soldado” foi inspirado num desenho seu, a lápis e carvão que se encontra na galeria de arte do jornal “O Comércio do Porto”. Foi o autor do ex-libris da Biblioteca Museu de Tondela, do estandarte da Associação Artística de Socorros Mútuos 19 de Março e do emblema da Associação dos Bombeiros Voluntários de Tondela.
 


Literatura
Tomás Ribeiro
Autor: Tomás Ribeiro

Distinguiu-se como orador parlamentar, politico, diplomata, poeta, e historiador.
Biografia: Thomaz António Ribeiro Ferreira nasceu em Parada de Gonta a 1 de Julho de 1831, filho de João Emílio Ribeiro Ferreira e de Maria Amália, moradores no lugar de Parada. Concluídos os estudos preparatórios do liceu em Viseu, seguiu para Coimbra onde se formou em Direito em 1855. Iniciou a sua vida pública como advogado em Tondela, que o fez presidente da Câmara Municipal e por cujo círculo saiu deputado eleito em 1962. Pertenceu ao “Partido Regenerador”. Exerceu sucessivos cargos públicos: foi administrador do concelho de Sabugal, governador civil do Porto e de Bragança, em 1870 foi secretário-geral do Governo da Índia, no exercício do qual fundou o Instituto Vasco da Gama, em Goa que se tornou notável centro de investigação da nossa história da Índia. De regresso a Lisboa, foi director-geral do Ministério da Justiça, presidente da Junta de Crédito Público, vogal do Tribunal de Contas; Ministro da Marinha e Ultramar (29-01-1878/01-05-1879); Ministro dos Negócios Eclesiásticos e de Justiça, (15-11-1878/01-12-1878). Foi eleito deputado em legislaturas sucessivas, a última das quais em 1880-1881. Elevado à dignidade de “Par do Reino” por carta régia de 29-12-1881, tomou assento na “Câmara dos Pares” em 25-01-1882. Foi Ministro do Reino (14-11-1881/24-10-1883); Ministro das Obras Públicas, Comércio e Indústria (19-11-1885/20-2-1886) e de (13-10-1890/21-5-1891). Quando em 1895 se restabeleceram as relações diplomáticas com o Brasil, Tomás Ribeiro foi nomeado ministro junto do governo brasileiro. Faleceu em Lisboa a 6 de Fevereiro de 1901.


Obras: Em 1962 estreou-se nas letras com o seu poema D. Jaime ou a dominação de Castela, recebido com grande êxito e sucessivas edições em Portugal e no Brasil, nesse mesmo ano foi admitido na Academia de Ciências de Lisboa. Outros livros de versos se seguiram: A Delfina do mal: poema em dez cantos (1868), Sons que passam (1868), Vésperas (1880) e Dissonâncias (1890), O Mensageiro de Fez, poema de glorificação a N.Sª de Carnaxide (1900). Durante a sua estada na Índia escreveu outra das suas obras mais apreciadas: Jornadas: 1ª parte: Do Tejo ao Mando vi; 2ª parte: Entre Palmeiras; 3ª parte: Entre Primores (1873). Desenvolveu grande actividade no jornalismo: em 1885 fundou com Luciano Cordeiro o semanário político República, em 1889 fundou o diário O imparcial, a que se seguiu A opinião que duraram pouco tempo. Colaborou na Gazeta Comercial, Brazil-Portugal, Artes e Letras, Mala da Europa, Revista Contemporânea, Almanaque de Lembranças e noutros jornais e revistas por onde dispersou alguns dos seus contos e poesias. No domínio da investigação histórica e política publicou D. Miguel e a sua realeza e o seu empréstimo Outrequin e Jauge (1880), e a História da legislação liberal portuguesa (1891-92).

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