Concurso de Ideias Monumento ao Oleiro

Uma arte milenar…

Desde tempos longínquos, Molelos tem sido um importantíssimo centro produtor de artefactos de barro negro, tal como nos é revelado na Necrópole de Paranho, uma estação arqueológica onde foram descobertos vestígios de cerâmica da Idade do Bronze.
As argilas de excelente plasticidade e as crescentes necessidades do mercado, levaram ao desenvolvimento de uma importante atividade artesanal, que perdura até aos dias de hoje e que transformou a freguesia de Molelos numa verdadeira escola para muitas gerações.
A olaria negra de Molelos consagrou-se através da sua função utilitária no quotidiano das populações, sendo usada para conservar cereais, cozinhar alimentos, armazenar líquidos ou servir à mesa. A vertente decorativa, contudo, não assume um lugar de menor relevância, notando-se um esforço louvável - por parte dos atuais oleiros - no sentido de criar novas formas, experimentar novas técnicas e apelar ao interesse de um público cada vez mais numeroso. O futuro e a tradição seguem de mãos dadas!
Outro aspeto marcante da olaria preta de Molelos está relacionado com a Soenga, isto é, com o método tradicional de cozedura. Trata-se de um processo aparentemente simples, mas que exigia grande experiência e conhecimento por parte do artesão, e que consistia na abertura de uma cova pouco profunda no solo, onde era depositada a loiça juntamente com pedaços de madeira e torrões de terra. Na fase final da cozedura, a obstrução completa do “forno” criava uma atmosfera redutora e permitia que as peças adquirissem a cor negra tão característica.

Um concurso de ideias…

Como forma de divulgar a cerâmica negra de Molelos e de prestar uma merecida homenagem a todos os artesãos (do passado e do presente) que contribuíram para o desenvolvimento desta atividade, o Município de Tondela lançou um concurso de ideias baseado na criação de um monumento perene que pudesse ser erguido no coração da rotunda que faz a ligação entre o IP3 e a entrada da cidade.
O concurso apelava à participação de artistas plásticos e à criação de equipas multidisciplinares, capazes de apresentar projetos que fossem esteticamente apelativos, prenhes de simbolismo e exequíveis do ponto de vista da sua aplicação prática. Tudo isso, sem esquecer o objetivo central do desafio: criar uma marca permanente no território, um memorial que dignificasse a olaria e os oleiros e que protegesse a memória coletiva.
No momento em que divulgamos as propostas submetidas a concurso, torna-se óbvio o êxito desta iniciativa, desde logo patente no elevado número de participações e na qualidade/diversidade dos projetos apresentados. Tendo assumido um alcance internacional, o concurso juntou artistas com diferentes origens, idades e formações, gerando assim um riquíssimo debate em redor do tema da olaria de Molelos.
O nível quantitativo e qualitativo das propostas submetidas a concurso refletiu-se igualmente no momento da sua análise e avaliação, tendo os membros do júri necessitado de muito tempo e diálogo para conseguir determinar os vencedores.
Com o objetivo de valorizar o trabalho e o empenho dos artistas que participaram neste desafio, foi tomada a decisão de expor publicamente os seus projetos, quer em formato físico (numa exposição que ficará patente até meados de janeiro no Museu Terras de Besteiros) quer em formato digital (na galeria virtual que a seguir se apresenta).

Vencedores

1º - Picto Artefacto de Molelos

  

2º - Ancestralidade

  

Menções Honrosas

Soenga

  

O Jardim da Soenga

  

Amalga

  

Fogo Ritual

  

Saber Queimar

  

 

Restantes participantes

Espiral de Tradições

  

Segredo de Molelos

  

Reserva Memorial de Molelos

  

O Ciclo do Oleiro

  

Lusco Fusco

  

Um Monumento

  

Soenga

  

 

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